Sobre o Parque

O Parque Municipal Ado Cassetari Vieira, conhecido por sediar os eventos culturais da cidade, está sendo objeto de estudo e pesquisa devido a seu valor histórico ainda pouco explorado. É apenas o início de um longo trajeto que destaca a importância do Parque na comunidade e no cenário da História nacional, fato desconhecido por maior parte da população.

No inicio da colonização de Urussanga, o lote de terras onde se situa o Parque pertencia a Domenico Fachin e Maria Zanin. Posteriormente, as terras passaram ao filho Eduardo e por fim ao neto Frederico Fachin.

Com a exploração carbonífera, empresários paulistas da família Jafet adquiriram concessões de carvão na região sul, onde se destacava Urussanga como local importante para o empreendimento. Por volta de 1939 o grupo Jafet enviou João Gabriel Macari, filho de libaneses, como gerente local da empresa. A Companhia Mineradora então comprou as terras da família Fachin, onde se instalou João Gabriel e sua família.

O Parque era denominado Retiro Pamir, alusão que o morador utilizou para se referir a um local situado na Cordilheira do Himalaia, considerado pelos hinduístas como um paraíso. As terras pertencentes ao Retiro Pamir tinham aproximadamente 35 hectares e envolvia as áreas onde hoje se localiza o atual Colégio Energia e parte do Bairro da Estação.

Após ser vendido pela Companhia o antigo Retiro Pamir foi propriedade de várias famílias no município, quando em 1985 foi desapropriado pela Prefeitura Municipal de Urussanga, administrada então por Ado Cassetari Vieira e Valdemar José Bettiol, tornando-se o Parque Municipal.

Essa ação desencadeou um processo de organização cultural da cidade através de um complexo próprio, construído pelo arquiteto Manoel Coelho. Esse espaço desenvolveu ferramentas importantes para a difusão da identidade local como Escola de Língua Italiana, Associações Culturais, Museu Histórico, Biblioteca Municipal e Anfiteatro.